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Quatro Cientistas: Sai o aquecimento global, entra o resfriamento global.

julho 17, 2008

Quatro cientistas, quarto cenários, quarto conclusões similares. O ciclo de períodos de aquecimento global está prestes a terminar. A implicação será uma significativa uma alta no preço das energias.
No mês passado alguns dos mais respeitados climatologias realizaram, em Nova Iorque, o Fórum de Observação de Clima e Furacões e Geração de Energia. A conclusão do fórum foi que um período de resfriamento global está prestes a começar. O medo das implicações políticas e econômicas desta notícia restringe um detalhamento maior de informações para a imprensa.
De todas as maneiras a mensagem foi alta e clara. O ciclo do aquecimento global está prestes a acabar por uma série de razões e o início do ciclo de resfriamento fará um grande impacto no mercado futuro de energias.
Afirmações conclusivas como “altamente possível”, “provavelmente”, “razoavelmente convincente”, “mudança nos padrões de massa”, “mudanças total das anomalias”, “mudanças no fluxo de circulação global” foram constantemente utilizadas por cientistas, metereologistas e convidados do fórum. Apresentadores respeitados como William Gray, Harry van Loon, Rol Madden e Dave Melita, concluíram com sólidos argumentos acontecerá uma mudança drástica no clima.
Cada guru do tempo, em diferentes ângulos e perspectivas, indicaram que o aquecimento global é parte de um ciclo maior que está prestes a mudar. Todos concordaram que ainda estamos no ciclo de aquecimento, mas este ciclo está chegando ao seu declínio, comprovado por sinais que apontam o início de mudanças climáticas significativas. Contudo, apesar de todos os argumentos teóricos expostos, ninguém afirmou categoricamente a possibilidade do início de mudança, (do aquecimento global para o resfriamento global), para o próximo ano.

Van Loon falou sobre suas teorias das tempestades solares e como estas afetam a terra em uma montanha russa de ciclos climáticos. Nos últimos 250 anos os altos e baixos do clima global seguiram um padrão em relação a atividade solar. E que ciclos solares menores, períodos de 11 anos, sugerem uma correlação com as temperaturas globais. O planeta estava mais frio entre 1883 a 1928 quando tínhamos uma atividade solar menor. E que estamos esquentando desde 1947 quando esta mesma atividade solar aumentou.
“Estamos a caminho do nosso último período do ciclo de aquecimento, encabeçado por um novo período de baixa atividade solar”. “Uma mudança está porvir e nós poderemos observar uma mudança de 180º nas anomalias climáticas durante o período de transição na atividade solar. No último século aconteceram três mudanças no clima global e uma outra está começando agora”.
Entretanto, Madden notou que houve melhorias na metodologia de previsão do tempo para curto prazo, para uma ou duas semanas, ao levar em consideração a mudança no meio.
“E todas as direções remetem a mudanças no resfriamento das camadas de gelo marinho”.
Talvez o melhor especialista sobre o tema é Gray, fundador da equipe de pesquisa de furacões da Universidade Estadual do Colorado. Gray fala que existem muitos registros gravados no planeta que comprovam que os fluxos do clima global funcionam em períodos multidécadas de esfriamentos e aquecimentos. E que está sendo cada vez mais comprovado através de equipamentos e metodologias modernas.
Gray também é alvo de tensão política, pois insiste que o aquecimento global não foi causado pelo homem. Segundo ele, o CO2 produzido pelo homem é insignificante se comparado a quantidade total de CO2 que a mão natureza produz e retira por si própria cada dia ou século.
“Nós alcancamos o topo do ciclo de aquecimento”.
“Os próximos 10 anos dificilmente serão tão aquecidos do que os dos últimos 10 anos.”
Finalmente, o cientista e climatologista, Melita, falou sobre uma nova fase na Oscilação Multidécada do Pacífico.
“Estou detectando a nova fase negativa-gelada, mas não vai afetar o verão, inverno ou outono de 2008”
O conferente principal, analista e metereologista, Andy Weissman, fechou a conferência com a seguinte questão: O preço do gás natural e os debates políticos econômicos serão impactados pela possível mudança climática que pode levar o mercado a baixos níveis do produto.
Isto será especialmente problemático se aumentarmos o número de usinas que produzem e consomem energia proveniente de gás natural em detrimento de melhores alternativas.
“Se estamos mudando para outro ciclo de períodos climáticos frios nós não poderemos sobreviver sem as usinas geradoras a partir de carvão mineral. Por isso o debate político tem de mudar. O carvão tem que voltar na tábua de opções se nós quisermos alcançar nossa demanda energética mundial”.
“Para o ano que vem nós veremos uma suavíssima queda nos preços do gás natural”. “Depois disso esqueça”.

Autor: Alan Lammey, Analista da Texas Energy, Houston
Tradução: Thiago Bender
Fonte: http://wattsupwiththat.wordpress.com/2008/07/12/four-scientists-global-warming-out-global-cooling-in/
Dia: 12/07/2008

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